Cavaleiros do RPG

livro de humor/aventura

Trechos

Aqui alguns trechos do livro:

“O bardo sentou-se na cama, a ninja caiu sentada, o mago verde deixou cair o cajado e o bárbaro resmungou em tom de dúvida. Era incrível como ainda se surpreendiam com as peripécias da companheira ruiva.

Amiga da bruxa?

Qual era o próximo passo? Dizer que era íntima do presidente?

Ninguém conseguia dizer coisa alguma.

– Olha, ninguém aqui é santo não! – contestou Blaze – Tá, ela pode ter feito algumas besteiras, mas isso não quer dizer que devêssemos acreditar em tudo o que dizem. Sabe como as mulheres da cidade de Sade são fofoqueiras.

– Então é mentira o fato de ela ter dançado nua na fonte de Nath? – indagou Mizuki, curiosa.

– Ah, bom, isso é verdade. Mas ela não estava sozinha não – respondeu a guerreira, rindo –  Foi uma noite muito louca. A bebida dos anciãos é forte de dar tontura.

Tzu ia perguntar algo, mas foi cortado com um gesto feito pelo bardo. Chega de surpresas. Era melhor nem saber.

– Ela vai lembrar de você? Pra onde ela foi banida?

– Hiro! Vai mesmo concordar com uma idéia absurda dessas? – esbravejou Mizuki.

– Não vamos rejeitar a pobre mulher só porque ela dançou pelada por aí! Estava bêbada, oras… isso acontece!

– Ah, ela não estava não. Nem eu. Só as virgens que levamos com a gente.

O grupo silenciou outra vez. Isso já estava ficando freqüente. Blaze fez um gesto de indignação.

– Que foi?”

Essa parte é quando a personagem principal (Sephira) começa a falar com os bichos:

“- Oi! Eu sou nova por aqui! Vocês não têm medo de mim?

Sephira desconhecia o fato dos animais não entenderem a língua dos humanos[1] mas, apesar disso, estranhamente eles reagiram às suas palavras.

Era uma Mary Sue, pelo amor de Deus.

Até travestis apaixonariam-se por ela.

Se aliens descessem à Terra, Sephira seria a primeira pessoa à qual eles iriam se dirigir.


[1] Isso acontece quando se passa muito tempo lendo livros de fábulas. Sabe, aqueles com bichos falantes e lições de moral.”

Quando o grupo de heróis começam a procurar pela jovem. Dentro de uma taverna, buscam informações e ajuda:

“O grupo tentou ser discreto, embora todos os olhares já estivessem voltados para eles. Foram um a um encaminhando-se para o bar, onde o homenzinho que levou o murro da guerreira esfregava um copo de vidro com uma toalha de aspecto incrivelmente sujo. Hiro, discretamente, embora não apreciasse a bebida forte, pediu um dos coquetéis da casa. Os olhares que estavam fixos nele desviaram-se, sendo seguidos por uma ou outra risada de sarro. Blaze deu um soco na mesa e pediu por leite, sendo que nenhum dos frequentadores do lugar ousou sequer esboçar um sorriso.

Talvez por Blaze já ter uma reputação reconhecida ou talvez porque era preciso ter coragem para tomar o leite de validade duvidosa daquele bar.

No caso, devia ser as duas coisas.

O homenzinho, após ter dado as respectivas bebidas, ficou com os olhos fixos na ruiva. Após ter tomado o leite em um só gole, ela cerrou os olhos.

– E aí, Rohan? Queremos entrar pra guilda. Pode ser ou tá difícil?

O atendente parou de esfregar o copo que, aliás, já estava imundo, e ouviu-se alguns outros copos batendo em diferentes mesas.

– Algum problema? – disse Blaze, em voz alta. – Talvez eu tenha falado algum palavrão?

– O que você quiser, Blaze! – disse Rohan, sussurrando – Só faça o favor de não criar nenhum caso aqui! Já não basta a última vez?

– O orc começou! – reclamou ela, defendendo-se.

– Você o chamou de verdinho afeminado!

– Ele sentou no meu lugar!

O homem deu um suspiro e chamou um dos atendentes. O pequeno veio correndo e, após receber o recado, voltou-se para uma das mesas no canto e sussurrou algo a dois homens encapuzados. Eles voltaram o olhar para onde o grupo estava e cochicharam entre si. Quando levantaram-se, todo o bar fez o mesmo.”

Quando o elfo, amigo de Sephira, descobre sobre seus poderes:

“Um dilúvio de proporções enormes invadira a aldeia, carregando casas e destruindo veículos. Os elfos lutavam como podiam para conseguir recuperar parte dos móveis antes que as águas os arrastassem.

Djin, aproveitando-se da confusão, correu para onde sua amiga estava e a pôs no colo, pulando para fora da janela antes que alguém pudesse impedir. Finalmente ficou claro o poder de Sephira; não era com certeza algo que ele pudesse imaginar e agora já não era possível contactar o ancião.

Ela podia claramente mexer com os poderes da natureza.

Se chorava, inundava; se batia no chão, um terremoto surgia.

Por Deus, o que poderia acontecer se ela tivesse gases?”

Quando o elfo e Sephira invadem uma cidade:

“Saíram da biblioteca calmamente, do mesmo modo que entraram. Mas Djin estava por demais absorto em seus pensamentos e não notou uma criança que brincava na entrada do edifício. Ao finalmente notá-la, desviou-se a tempo, mas acabou por perder o equilíbrio e cair pesadamente por cima da mochila. Fal gritou instintivamente.

– PELA MÃE DO GUARDA, DJIN, SEU IDIOTA!!

Obviamente, aquilo causou um enorme furor.

– A mochila dele falou! – gritou uma mulher.

– Eu também vi! – gritou um idoso na porta.

A multidão reuniu-se em torno deles como moscas em fim de feira. Exigiam que o rapaz mostrasse o que havia dentro da bolsa.

Sephira franziu as sombrancelhas, o que deixou o elfo mais assustado ainda. Tentou amenizar a situação.

– Calma, gente, a mochila é nova, sabe, de couro de alce. Deve estar mal-passada…

Sabendo que não colaria e ao ver chegar mais guardas, com um gesto desesperado puxou Sephira pela mão e correu por entre os curiosos. Contudo, alguém puxou-lhe a bandana no meio da fuga, revelando suas pontudas orelhas e causando um grande alvoroço.

– É um elfo!

Uma mulher desmaiou. As crianças acharam o máximo. Djin estalou a língua entre os dentes, mas era tarde demais. Estavam cercados.

– Renda-se, elfo – gritou o guarda, que acabara de chegar – vocês não podem passar.

– Ah, é? – retrucou ele, nervoso, puxando a adaga.

Fal voou da mochila pelo furo e parou na frente de Djin. Outra mulher desmaiou e novamente as crianças gritaram animadas.

– Pare, Djin! – gritou a fada, angustiada – Não adianta lutar! Vamos nos entregar!

– Deixa de ser tola, Fal! – gritou ele – Nunca irão nos deixar livres! Nunca ouve um ser mágico que entrasse nesse lugar e conseguisse sair vivo para contar história!

Um dos guardas sorriu com seus dentes amarelados, como que confirmando a frase. Sephira aborreceu-se mais uma vez e seus olhos brilharam intensamente.”

Quando o bichinho de estimação de Sephira cresce um pouquinho:

“O dragão parou diante dela, abriu a bocarra ao céu e desceu de uma vez. Parou instantes antes do rosto de Sephira e, pondo a gigantesca língua para fora, deu-lhe uma lambida carinhosa que lambeu-lhe o corpo todo. Ela riu, segurou as narinas do dragão num gesto carinhoso e balançou-o, dizendo com voz meiga.

– Aww… quem é o dragãozinho da mamãe? Quem é? Quem é a coisinha fofa da mamãe?

O imenso dragão vermelho voador cuspidor de fogo abanou alegremente o enorme rabo pontudo e derrubou três edifícios.

Djin coçou a cabeça. Era assustador que um monstro daquele tamanho e com aquelas feições tivesse despertado o lado maternal de Sephira.”

Agora chega de spoiler!

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3 Comentários »

  1. Os cavaleiros do RPG sera sem duvida o maior livro e satira do ano e numero 1 em vendas um abraço a toda a equipe de produçao do livro Cavaleiros do RPG e que venham outros pela frente ate + e estarei de olho em sephira e seu parceiro elfor…

    Comentário por piter (ykaros) | 02/06/2009 | Responder

  2. HUShuaUsuhaHSUahUSuaSHuahushauH!!! realmente esse livro é algo que eu preciso ler HAUshuaSHuauHHShaHSUA!!!!
    ^-^

    Comentário por Brunno Fagundes | 27/07/2009 | Responder

  3. nao era esse livro q eu tinha proucurado!!!
    mas esse parece ser bom tbm!!!

    Comentário por ... | 06/12/2009 | Responder


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